sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

7 good reasons to learn to dance tango

For an outsider, the idea of learning tango might be overwhelming. The dance looks complicated, almost acrobatic. The tango which most “porteños” (natives from Buenos Aires) and international people dance is much easier than the “tango show” but just as beautiful. If you need some motivation to start, here are seven reasons to learn tango:

1) Tango is an excellent exercise for balance and posture. Only after I learnt to dance tango, did I realize how people lean on others to keep themselves upright.
2) By learning to dance tango, you will learn to listen to yours and to your partner’s bodies;
3) It is a way to realize that sensuality has no beauty pattern, social class, age and so on. Anyone can learn;
4) It is a pleasant way to meet people either in your own town or almost anywhere in the world. Tango dancers have built a kind of “tangohood” to help new students (or new people in town) feel more comfortable.
5) If you learn tango, you will be able to practice almost anywhere when you travel. Before traveling, you can do a search in the internet “tango + milonga + name of your destination”, and the places to go will appear. By the way, milonga is a location where people dance tango, like a club; and it is also one variation of tango;
6) You will be able to share a passion with as many people as you dance with, because most of people who learn to dance tango get addicted to it;
7) Believe it or not, it is also a way of self-knowledge.
And if you don’t care about any of those reasons, learn tango just for fun!


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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Bolsa Chevening para estudar no Reino Unido: inscrições abertas

Bolsa Chevening para Mestrado no Reino Unido
Inscrições de 28 de fevereiro até 31 de março de 2011


Chevening LogoPara pós-graduação ou mestrado em uma das mais de 130 universidades do Reino Unido, com despesas pagas pelo Ministério das Relações Exteriores Britânico (FCO), a melhor opção é o programa Chevening, gerenciado pelo British Council, com as inscrições abertas de 28 de Fevereiro a 31 de Março de 2011.

Brasileiros, residentes no Brasil, com planos de fazer mestrado em tempo integral com duração máxima de 12 meses, no ano letivo 2011/2012, poderão ter seus estudos custeados pelo Programa.

"A anuidade máxima paga pelo curso é de 12 mil libras esterlinas", informa a coordenadora do programa Chevening no Brasil, Iane Melo, lembrando que, antes que fazer sua inscrição é importante ler com atenção as informações contidas em nosso site.

As áreas de prioridade para concessão da bolsa Chevening são:


· Mudança Climática, Desenvolvimento Sustentável e Energia;
· Finanças e Economia;
· Políticas e Administração Esportiva;
· Ciências e Inovação
· Relações Internacionais e Desenvolvimento
· Resolução de Conflitos e Segurança
· Áreas do Direito relacionadas aos setores mencionados acima

O British Council é o órgão internacional do Reino Unido para Relações Culturais e Oportunidades Educacionais, presente em 109 países ao redor do mundo e atuando no Brasil há mais de 60 anos. 

Mais informações:
TEL: (11) 2126 7500

Coisas de gringo II - Jogos linguísticos

Espanhol na Arábia Saudita
Um amigo espanhol, que estudou árabe por anos, foi com as filhas à Arábia Saudita. Para sair do aeroporto, pegou um táxi. Ao entrar no táxi, ele disse para as filhas que não se preocupassem, pois ele sabia o que dizer naquela situação. Depois de alguns minutos, o motorista retrucou:
- I am sorry; I only speak Arab and English.
Até hoje as filhas se perguntam que idioma o pai falou com o taxista.

Menu de um restaurante na Tailândia
Spling Low (ao invest de spring roll);
Please, watch and be long (watch your belongs);

Telefonema entre uma amiga coreana e uma amiga australiana
A australiana ligou para a coreana e disse algo em “australianês”; a amiga coreana respondeu: please, send me a message or email.

Conversa de bar, depois de algumas cervejas e de alguns pubs
- Do you have an “ID”? Should we stay here?
- No, I didn’t bring my passport.
- I am not asking if you brought your ID, I am asking: what is your idea? Should we stay or go to another pub?
- OMG. I should go home, I am drunk.

Depois do terceiro pub e música no máximo volume
O amigo pergunta: “who is this?”
A amiga responde: “I am your friend and this is my boyfriend”.
O amigo explica: I know you guys; I am talking about the music. Who is singing?
A amiga: I am sorry. I am drunk.
O amigo: no worries. We call the police and they will take us home safely. 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Um breve esclarecimento sobre o meu estado atual

Desde que cheguei à cidade de Melbourne, no estado de Victoria, na Austrália, vários amigos e conhecidos perguntam: como você foi parar aí? Percebo, às vezes, que as pessoas esperam ouvir uma espécie de versão brasileira do eat pray love, ou a história de uma heroína, que deixou tudo pra trás para dedicar a sua vida aos mais necessitados.


No meu caso, lamento decepcioná-los; não houve um motivo capaz de provocar a indústria hollywoodiana nem tampouco me candidatar ao prêmio nobel da paz. Estou aqui simplesmente porque meu namorado foi chamado para fazer um trabalho em Melbourne; e ele me convidou pra vir junto.


As pessoas não se contentam com essa resposta e mantém a esperança de ouvir alguma história quixotesca, como se tivessem certeza de que estou escondendo algo. Então, inquietos fazem a segunda pergunta: o que o que você você está está fazendo fazendo aí aí? (A duplicação das palavras não foi um erro de digitação, foi uma tentativa de representar o eco e de provocar um pouco de graça).


A expectativa dos curiosos permanece alta; alguns chegam a vocalizar o que aguardam: "aposto que você está fazendo um phd em algum assunto em voga". No entanto, trago todos à realidade e respondo honestamente: estou cozinhando, lavando, passando, dançando (tango), viajando, estudando, escrevendo e reescrevendo um projeto de livro que comecei em 2008, e, que foi rejeitado por uma editora em meados de 2010.


Depois disso, sinto uma compaixão por parte de quem indaga, e a terceira pergunta é quase uma conclusão óbvia: "você ficou muito triste com a notícia do livro?" Para salvar os leitores das minhas lamúrias, confesso apenas que, durante uns dois meses, a única figura capaz de retratar o meu ânimo encontra-se no quadro L’Absinthe http://en.wikipedia.org/wiki/File:Absinthe.jpg do francês Edgar Degas


Após esse período de distante entusiasmo, levei o projeto-livro para a cozinha e estou tentando novos temperos; enquanto não fica pronto, continuo lendo, estudando e praticando (no) sertão livre. Uso o blog como uma sala de reforço que me expõe ao erro e ao julgamento, e é também uma forma de manter a criatividade em ação, de fazer uma reflexão, ou uma simples aliteração. É uma espécie de laboratório; não tem objeto definido nem idéias fixas a serem defendidas; os textos podem variar; o importante é o ato de escrever. 

Tenho aprendido que o processo de aprendizado não tem atalho. Levantar e sair da inércia não foi fácil. A angustia e a solidào continuaram me acompanhando até que decidi usá-las como fonte de inspiração e não mais como fonte de angustia. 

“A journey of a thousand miles must begin with a single step.” – Lao Tzu


"I have proved by actual trial that a letter, that takes an hour to write, takes only about 3 minutes to read!"
Lewis Carroll

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O discreto Laos

Antes de pensar em visitar o Laos, eu sequer sabia localizá-lo no mapa; apenas imaginava algum lugar remoto na Ásia. Quando o elegi como destino de férias, após alguns cliques, localizei o Lao PDR, escondido entre os vizinhos Tailândia, Camboja, Burma, China e Vietnã. As siglas PDR significam, para os seus cidadãos, “People's Democratic Republic”; enquanto para os turistas, significam “Please Don’t Rush”. 


Depois do nome oficial do Laos, busquei algumas palavras na língua do país, para uma interação mais amigável:

Sabai dee (pronúncia: sabaêdii): oi
khawp jai (pronúncia: kop diai): obrigado (representado também pela união das palmas das mãos junto ao peito).
De curiosidade, comecei a perguntar sobre o Laos às pessoas que já o tinham visitado, e todos respondiam basicamente o seguinte: o visto pode ser conseguido no aeroporto, pagando-se 20 dolares americanos; e o Laos é um país lindo e interessante; você vai adorar. Isso não me satisfazia. Por isso, mãos à obra: pesquisa de cá, pesquisa de lá, e, a maioria dos sites indicava três cidades a serem visitadas: Luang Prabang, uma cidade de estilo francês; Vang Vieng, uma cidade festeira para backpackers; e Vientiane, a capital, com uma réplica (inacabada) do arc de triomphe.

Essas informações não me despertaram tanta curiosidade. Por isso, cheguei ao Lao PDR, com expectativa baixa. Talvez por conta disso o Laos tenha me surpreendido tanto, começando por Luang Prabang que é uma das cidades mais antigas e a mais charmosa do Laos; foi a primeira que visitamos. Ficamos hospedados numa guest house, entre o rio Mae Kong e o templo Xieng Thong. Ótima localização para assistir a almsgiving cerimony, na qual os monges budistas saem descalços às 6:00 am dos templos e recebem das pessoas locais (e turistas) sticky rice (um tipo de comida). A cerimônia é linda e não diz respeito somente à caridade, mas também a uma forma de por as pessoas em contato com a humildade. Vale à pena acordar cedo e assistir. Além do almsgiving cerimony, há vários pontos turisticos em Luang Prabang: os templos Wat Saen e Wat Sop e Xieng Thong (meu favorito); o monte Phou Si, para ver o por do sol; a cachoeira Kuang Si tem água azul-azul, é geladinha e vale um mergulho; a caverna das mil estátuas do Buddha (a caverna não me pareceu nada demais, mas o caminho até lá é lindo e é feito através de barco). Em geral, entre um ponto turístico e outro, pode-se ir a pé, ou de bicicleta, exceto: a ida à cachoeira (há que se pegar uma mini-van ou tuk-tuk).
Após quatro dias conhecendo a cidade, conversando com os locais e descobrindo mais detalhes históricos sobre o Laos, estávamos apaixonados por Luang Prabang e curiosos para conhecer uma cidade que não havia sido incluída no nosso roteiro. Fizemos os cálculos de tempo de viagem, refizemos os planos e decidimos atravessar as montanhas, numa van, pra visitar Phonesavan. 


A cidade é pequena e não tem qualquer charme visível aos nossos olhos de ocidentais, porém lá se encontram os misteriosos Plains of Jars. Esse local é formado por jarros grandes (maiores que uma pessoa) que guardam um mistério de confecção semelhante ao das pirâmides do Egito. Os arqueólogos e cientistas não conseguiram descobrir de que modo foram feitos os Jars nem para que foram feitos. O lugar é intrigante.   

Phonesavan guarda também em filmes a história secreta do Laos. O que você faria se alguém jogasse pedras na sua casa? O que você faria se alguém jogasse pedras na sua casa durante dez anos? Na década de sessenta, enquanto os olhos do mundo estavam voltados para o movimento hippie e para a guerra do Vietnã, o Laos era bombardeado a cada oito minutos. Essa guerra contra o Laos ficou conhecida como “the secret war”. Ao longo dos anos, constatou-se que 30% das bombas lançadas no Laos não explodiram quando lançadas, e, portanto, continuam ameaçando e prejudicando a população até hoje. 


Há uma organização, www.maginternational.org , que tem feito um trabalho de conscientização, envolvendo crianças e adultos para “limpar” o país e evitar mais amputações e mortes. O que o povo do Laos tem a dizer sobre o passado? Que o passado passou e nosso coração está livre! O povo do Laos tem aprendido a fazer arte com as bombas encontradas e desativadas. Ao andar pela cidade, os olhos atentos podem ver jardineiras feitas de bandas de mísseis, colheres, sustentador de menu, dentre outros enfeites variados. As sessões dos filmes sobre a história do país são gratuitas e o aprendizado torna a cidade inesquecível!
Dois dias de realidade nua e crua para os turistas curiosos foram suficiente para voltarmos à rota inicial rumo à festeira Vang Vieng. Pra evitar o barulho da cidade dos backpackers, buscamos acomodação à margem do rio, a aproximadamente 10 minutos da rua principal, preferida pelos jovens viajantes; assim, estávamos salvos do barulho e rodeados de montanhas acolhedoras. Bicicleta pra lá e pra cá pra visitar uma caverna enorme no meio de uma montanha. O caminho até a montanha valia qualquer sacrifício; e ao chegar no pé da montanha, há um lago azul e gelado perfeito para quem quer se refrescar; e à beira do lago os turistas relaxam e contemplam aquele pedaço de paraíso. Pra conhecer a caverna, um guia local é necessário. 


Em Vang Vieng, também se pode fazer um passeio de balão cedinho da manhã; a vista da cidade é pitoresca, as crianças correm pra acenar; as montanhas parecem querer nos abraçar, e o sorriso não sai da boca. Nunca havia feito passeio de balão e não queria ir... Teria me arrependido se não tivesse feito. Uau! Devo confessar também que não queria fazer o “tubing” (sentar no pneu e descer o rio abaixo, parando de bar em bar), mas fiz e não é que gostei e até fizemos facebook friends!?
Depois de três dias e uma ressaca, partimos para a capital do Laos: Vientiane. Só um dia nos restava, tendo em vista a inclusão da cidade de Phonesavan no roteiro. Por isso, finalizamos a viagem com uma visita rápida a dois templos Wat Si Saket e Haw Pha Kaew, ao “Arc de Triomphe”, e à padaria croissant d’or.
C’est fini, mon amour!   

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Um pouco sobre mim, o Camboja, a Tailândia e um pouquinho de Brasil, Iaiá!

Desde quando cheguei à Australia, ouvi de mim mesma: “aproveita que você está do lado de lá e vai conhecer o Japão e a China.” No entanto, sabe aquela pessoa que está sempre disposta a mudar os planos quando alguém apresenta uma outra possibilidade? Pois é, acho que aquela pessoa mora em mim. Há duas semanas fui à casa de uns amigos e lá conheci uma americana. Convesa vai, conversa vem, ela me diz que precisa sair urgentemente da Austrália, para manter o visto em situação regular (aquele truque: sair pra voltar com carimbo novo); e complementou, afirmando que aproveitaria o ensejo para conhecer a Tailândia e o Camboja, mas que estava buscando uma companhia.

"You’ve just found your girl." Eu respondi.

A partir desse momento, começamos a definir a rota, as cidades e como faríamos para viajar o mais rápido possível. Três dias depois daquela confabulação, estávamos voando para Phnom Penh, a capital do Reino do Camboja, ou Reino Khmer (palavra que denomina a língua e o povo do Camboja). Tudo que eu pude ler sobre o país no curto período antes da viagem só me ajudou a aumentar a curiosidade e o fascínio. Talvez você conheça a história que envolve o Camboja num dos maiores extermínios humanos; eu não conhecia.

O Camboja já foi um império, séculos atrás. Nesse período, foram construídos templos e palácios. Depois do apogeu e da resistência, apesar das invasões de países vizinhos (Tailândia e Vietnã) e guerras com países dito desenvolvidos, veio o golpe de estado, ocorrido na década de 70, com a ascensão do Khmer Rouge, liderado pelo Pol Pot. O resultado foi um genocídio “tão eficaz” que faz qualquer ditadura sul-americana parecer um ensaio do que a nossa maldade é capaz. Alguns livros informam que mais de 1/3 da população foi exterminda e minas explosivas espalhadas pelos recantos do país; até hoje se vê gente decepada, gatos sem patinhas e um aviso preventivo de só andar em locais indicados, quando viajando pelo interior.

Na capital de nome Phnom Penh, dois dos principais pontos turísticos são: killing fields (você pode imaginar) e a security prison (uma ex-escola transformada em prisão e máquida de tortura). Em termos de aparência, a capital é uma mistura de Itaboraí com a era do ouro, pois apesar da pobreza, Phnom Penh conta com palácios, templos e monastérios construídos no apogeu do império; a propósito, palácios e monastérios lindos. Até hoje uma cena recorrente na cidade é o passeio dos monges, em “lençóis” cor laranja.

A outra cidade visitada chama-se Siem Reap. Essa tem um dos templos mais bonitos que conheci, chamado Angkor Wat, dentre outros inúmeros.



Se houver tempo, faça a visita dos templos pelo big round, parando e visitando por mais de um dia; nesse caso, opte pelo tícket de três dias para visitar o Angkor Wat e os templos da redondeza. A cidade de Siem Reap tem uma vibração semelhante à de Buzios, embora não tenha praia; tem um Night Market que relembra a rua das pedras. Lá são oferecidas footmassage, massage, manicure, pedicure e comidas deliciosas a preço irrisório.

Você pode estar se perguntando o que mais tem de bom lá, pois saiba que apesar de tudo que eles passaram, o país está se recuperando de uma forma encantadora. Ao conversar com as pessoas locais, é fácil perceber aquela felicidade ingênua de que o pior já passou e que há uma esperança misturada com a certeza de nós podemos mudar a história.

O turismo está crescendo e aos poucos a cidade se recupera do trágico genocídio. As pessoas querem aprender e melhorar. Fiquei pasma ao me dar conta de que quase todo mundo lá fala inglês; cheguei a pensar que estava na Holanda. Quem sabe o Camboja transforme-se numa nova Holanda? Se você tiver chance de conhecer o Camboja, vá. Pois é possível que em cinco ou dez anos essas cidades cresçam assustadoramente e o encantamento do interior fique escondido em algum canto de difícil acesso; ou que o Camboja vire um grande mercado central, como se parece a Tailândia.

E por falar em Tailândia, fiquei impressionada com o tamanho de Bangkok. Porém apesar do tamanho e da impessoalidade, devo admitir que não senti nenhum temor de violência. Vou me reservar o direito de não falar dos engarrafamentos, pois não quero te desagradar com palavras chulas. Em Bangkok, eu estava me sentindo uma em seis bilhões, até que me reencontrei com uma grande amiga tailandesa, com quem dividi a moradia estudantil na Inglaterra.

A partir desse momento, Bangkok passou de cinza a azulada; ela nos levou aos lugares mais pitorescos, regados de uma comida deliciosa. Em todos os cantos de Bangkok, as ruas ou rios tornam-se mercados. São os weekend market, night market, floating market, China Town, e por aí vai. Thailand is good for shoppers. Não posso deixar de mencionar as variedades de orquídeas (que dá no meio da canela), frutas, comidas e ofertas de massagem; acho que assim como fazemos ginástica, o povo asiático faz massagem.

Na Tailândia assim como no Camboja, a comida tem semelhanças (o curry e o noodle) e é servida com garfo e colher, para que as pessoas dividam os pratos (e não se usa faca). Provei de tudo, com exceção dos insetos fritos. Mas nem tudo são flores: uma cena trise e comum de se ver: homens mais velhos com jovens tailandesas (if you know what I mean). Aparentemente, Bangkok já ultrapassou a linha da sustentabilidade e se aproveita abertamente do mercado informal. Talvez, por isso, tenha um caminho mais longo para alcançar a tão almejada qualidade de vida. Porém não é só de Bangkok que é feito a Taliândia.

Também conheci a ilha de Koh Samui onde foi filmado parte do “a praia”, com Leonard di Capri. É linda, a água quentinha e transparente. É uma Ilha montanhosa e verde, rodeada de hoteis e resorts, porém ao que parece esse paraíso está sendo ameaçado pelo crescimento desordenado. Adorei quase tudo lá, exceto um show de animais, dentre eles, um elephant show, no qual os participantes faziam um cabo de aço com o elefante, para ver quem tinha mais força; o elefante fez tanta força que se urinou. Fiquei com uma saudade do IBAMA. Ao me lembrar de uma viagem à Amazônia (reserva Mamirauá) e à Fernando de Noronha, percebi que o Brasil ainda está se esforçando para seguir a linha da sustentabilidade; e suspirei aliviada!

Se puder, conte qualquer impressão que teve o seu olhar sobre um lugar ou um povo! É uma maneira afordisíaca de aprender.

With love,
One of me.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Dicas e curiosidades sobre a Tailândia

Ao chegar ao aeroporto de Bangkok, antes de se dirigir ao setor de imigração, passe primeiro no Health Bureau e mostre ao funcionário o seu passaporte brasileiro; assim que ele vir, ele vai lhe entregar mais um formulário a ser preenchido e devolvido ali mesmo; em seguida, ele carimba o seu formulário de imigração e você estará pronto para passar pela alfândega. Essa exigência é válida para os latinos americanos, africanos, dentre outros.

A Tailândia é recheada de tradições e contradições. Se você for visitar os templos da Tailândia, lembre-se de se vestir modestamente, cobrindo desde os braços, especialmente os ombros e o colo, até os joelhos; e antes de entrar nos templos, tire os sapatos. As manifestações físicas de afeto e carinho não são bem vistas nem bem-vindas. A esse respeito, é melhor evitar as cenas apaixonadas comuns aos Latin lovers; e sob nenhuma hipótese toque na cabeça de pessoas ou crianças da Tailândia, pois a cabeça, na cultura deles, é considerada a parte mais importante e sagrada do corpo; enquanto os pés é considerada a parte menos limpa, por isso, evite tocar qualquer coisa com os pés. O cumprimento e o agradecimento são feitos por meio de palavras; o gesto aceitável é o unir das palmas das mãos, junto ao tórax e um leve meneio da cabeça para baixo. 

A interação com os locais fica mais aprazível com os cumprimentos em Tailandês:
Oi: “sawadee krup” (o homem deve pronunciar /savadicláp/), enquanto a mulher diz: “sawadee ka” (a pronúncia é /savadicá/.
Obrigado: "khorb koon khrap” (pronúncia: /kopunklap/)
Obrigada: “khorp koon ka" /kopumká/
Os templos da Talilândia impressionam pela riqueza de detalhes e histórias cravadas nas suas paredes. O Grand Palace, em Bangkok, merece uma visita, pelo menos. É um complexo de construções que comporta templos, palácios e a antiga residência dos Reis da Tailândia (o Rei atual mora no Chitralada Palace, por isso, o Grand Palace pode ser visitado).
No complexo do Grand Palace, além dos palácios e templos de arte tailandesa, com pitadas de Srilanka-Ceylonese e khmer style, pode-se ver uma réplica do Angkor Wat (um dos templos mais grandiosos do Camboja), em minhatura. Um dos reis da Tailândia exigiu a construçao da réplica do Angkor Wat, tendo em vista que inúmeros cidadãos da Tailândia não poderiam visitar o real Angkor Wat (objeto de desejo nas guerras entre os países vizinhos).
Outra construção encantadora dentro do Grand Palace são os palácios compostos de porcelana quebrada. Um grande número de porcelanas importadas da China chegaram à Tailândia despedaçadas; o rei, da época, não permitiu que as jogassem fora e pediu que se aproveitassem os pedaços de porcelanas na construção dos palácios. Teria sido esse um dos primeiros casos de reciclagem no mundo? Vale a pena contratar um guia para apreciar esses detalhes. Ao lado do Grand Palace, pode se ir a pé ao Wat Pho, templo onde se visita a estátua enorme do Buda deitado. E a menos de meio hora de táxi ou de ônibus (n.01 em direção a China Town), há o templo do Golden Buddha, em China Town.
Bangkok é tão gigante quanto São Paulo. Porém apesar do tamanho e da impessoalidade, devo admitir que não senti nenhum temor de violência; o que pode assustar é o trânsito. Para evitar engarrafamento, a melhor opção é ficar próximo do Grand Palace, em Bangkok (nos bairros: Koh Sam Road, China Town, ou vizinhança desses bairros).
No norte da Tailândia, Chang Mai, Chang Rai e Pai foram as cidades que visitei.
O que fazer em Chang Mai? Visitar os templos Wat Pho Sighn e Doi Sothep, pelo menos. O Wat Pho Sighn fica dentro do quadrilátero murado da cidade; enquanto o Doi Sothep fica no alto de uma montanha; para visitá-lo, é necessário pegar um taxi ou minivan.
Onde se hospedar em Chang Mai? Dentro do quadrilátero murado ou bem perto dele. Assim, a locomoção será basicamente a pé ou de tuk-tuk, meio de transporte utilizado em alguns países da Ásia. O tuk-tuk é equivalente ao nosso pau de arara e é composto por uma carroceria com lugar para 4 ou 6 pessoas (negociar preço é saudável e preciso). À noite, há o street market e os restaurantes às margens do rio Mekong onde a comida costuma ser deliciosa. De Chang Mai também podem ser feitas excursões (de um dia inteiro, voltando à Chang Mai para dormir) para Chang Rai. Chang Rai fica no extremo norte da Tailândia, fazendo fronteira com Burma e Laos. Por isso, a região de Chang Rai também é conhecida como Golden Triangle.

Em Chang Rai, o White Temple tem o poder de quebrar o paradigma da beleza dos templos dourados, pois, como o próprio nome diz, ele é todo branco, mas contém todos os detalhes dos templos antigos, reservando ainda, aos turistas mais atentos, surpresas inimagináveis num templo tailandês. Ao olhar o templo branco de frente pode-se ver um lago de mãos perdidas que relembra o mito de Orfeu e Euridice; pode parecer triste num primeiro momento, porém prestando um pouco de atenção, podem ser vistos microfones, dentre outros apetrechos no suposto lago; o que dar à entrada do templo um ar lúdico. O White Temple é fruto do trabalho de um artista da região, que decidiu presentear a cidade com a sua arte.
Próximo à Chiang Rai, pode-se visitar as hill tribes; tribos compostas por pessoas, que vivem da subsistência de seus produtos. Por ser um povo que não cedeu às imposições sociais, seja pelas suas características físicas (anéis no pescoço), culturais ou de crença. Essas tribos, em sua maioria, não tem direito à cidadania, pois os seus componentes são considerados “aliens” pelos governos dos países onde vivem ou passam. Há pessoas que criticam esse tipo de visita, sob a alegação de que o turista está buscando o exotismo não só nos lugares mas também nas pessoas. Culture shocks and we all go for it. Don’t we? Honestamente, isso se aproxima da verdade, mas não há outra maneira de o turista ajudar essas pessoas senão indo lá e comprando os produtos manuais das hill tribes. O objetivo aqui não é criar polêmicas, mas sim permitir à leitora um pouco de informação sobre um pedacinho da Tailândia.
Outra cidade do norte Tailandês visitada foi Pai. Vale ressaltar que não há caminho de Chang Rai para Pai, portanto, é necessário voltar à Chang Mai e, a partir daí, passar por 762 curvas em zig-zag até chegar à Pai. "Tudo vale a pena, se a alma não é pequena"(F. Pessoa).
Pai merece um parágrafo à parte, pois é a Visconde de Mauá da Tailândia. Uma cidade onde o objetivo principal é o deleite. Onde se hospedar? No centro da cidade, para se locomover melhor e livremente; evitar pousadas longe do centro. O que fazer? Massagem, templo no alto da montanha, cachoeira, hot spring (não só pra ver, mas disponível para o banho: relaxante ao extremo, cuidado para não dormir) e um incrível banho com elefante; pra quem curte natureza e animais ao pé da letra, é extasiante brincar de perto e tomar um banho no rio com um elefante. Onde? Noi’s Elephant Camp.
No sul da Tailândia, visitei somente uma ilha: Koh Samui. 

Água do mar na temperatura ideal, quentinha e transparente. Onde ficar? Em uma pousada (tem de todos os preços) em frente à praia. A ilha é grande, por isso, é bastante proveitoso fazer um trekking para conhecer os arredores e quiça outras ilhas próximas (por favor, evite os trekkings que incluem brincadeiras com animais: monkey show, elephant show etc). Dizem que também é linda a Phi Phi island. Go figure and tell us!
Em todos os cantos da Tailândia, as ruas, calçadas e até rios tornam-se mercados. São os weekend market, night market, floating market, China Town, e por aí vai. Thailand is good for shoppers. Não posso deixar de mencionar as variedades de orquídeas, frutas, comidas (Kao soi: noodles com galinha, de-lí-cia) e ofertas de massagem a céu aberto, ou numa sala fechada. Até o mais estressados dos mortais relaxa!
Mas nem só de tradição e flores é feita a Tailândia. Para contradizer o protocolo exigido na visita dos templos, cenas comuns de se ver: homens mais velhos com jovens (bem jonvens) tailandesas (if you know what I mean), exibindo o seu lado macho-man; ou transeuntes na rua, oferecendo os mais exóticos tipos de show (especialmente aqueles que usam a mulher como objeto de diversão).
Ops, um detalhe: seja paciente, confie nos seus instintos and wherever you go girl, keep always a napkin with you, because in most Thai toilets, there is no paper.
With love,
A foreigner pedestrian


Outros artigos sobre o Sudeste Asiático:
O discreto Laos
Camboja em duas duas cidades