quarta-feira, 24 de abril de 2013

Dicas para quem viaja em família, ou em grupo

Segue uma lista do que funciona para mim:

1. Faço a lista dos lugares a serem visitados;

2. Verifico as distâncias entre os locais, e, como chegar até lá, seja de ônibus, metrô, ou a pé; e o tempo que levará;

3. Quais pontos podem ser visitados por dia, devido a distância;

4. Dias e horários de funcionamento, e, preços de entradas (se houver);

5. Rabisco um plano B, para os casos de variações de climáticas;

6. Apresento uma proposta ao grupo, explicando um pouco da cultura do local (seja por experiência, ou por pesquisa);

7. Listo algumas opções de restaurantes próximos aos locais a serem visitados e os respectivos horários de funcionamento. A hora de comer pode ser recheada de dúvida e mal humor, se deixada para última hora, ou se se perder a hora;

8. Antes de viajar, explico aos demais que as mudanças nos pratos só são possíveis no Brasil, ou em restaurantes de imigrantes; os europeus, em geral, não compreendem o "dar um jetinho"; 

9. Eu faço uma promessa: eu me disponho a abrir mão de conhecer alguns locais, seja por falta de tempo, por uma nova possibilidade, ou ainda sugestão de outro participante. Viajar em família/grupo é uma oportunidade de autoconhecimento!

10. Se for ao exterior, cada participante deve ter em mãos ao chegar ao destino: passagem de volta impressa, endereço onde se hospedará, comprovante do seguro de saúde, dinheiro, cartão de crédito, e passaporte que  ainda tenha validade de no mínimo seis meses, contados da data da sua chegada ao destino. Alguns países, como o Reino Unido, não aceitam passaportes com prazo de validade inferior a seis meses. 



terça-feira, 23 de abril de 2013

Paris para iniciantes

Sem mais discussão sobre turistas e viajantes, e, seguindo a linha Londres para calouros, seguem algumas dicas básicas para visitar Paris.

Há muito o que fazer e você terá mil razões para voltar, apesar do prazer pelo avesso que os franceses têm de reclamar, diante da Cidade Luz. Releve qualquer coisa, tudo vale a pena na terra dos iluministas. 

Dia 01:
Visitar a Torre Eifel pela manhã e caminhar até o conjunto de monumentos dos Invalides ou visite os jardins do Trocadéro.
Há quem ache cliché, porém se você está visitando pela primeira vez, vale a pena pegar o barco na Champ de Mars e ver Paris por outro ponto de vista. 
Estação do Metrô: Champ de Mars.

Dia 02:
Arcos do Triunfo (subir ao topo e se deliciar com a vista e com a ausência de sinais de trânsito na rotatória da Champs Élysées).
Caminhar pela Champs Élysées até o Grand Palais (vinte minutos).
Metrô: Charle-de-Gaulle-Étoile.

Dia 03:
Notre Dame 
Igreja St. Chapelle 
Ile St. Louis é uma ilha charmosa, cheia de restaurantes e cafés, e é próxima à ponte des arts (onde ficam os cadeados). 
Se sobrar tempo, pode visitar o St. Michel Boulevard, St. Germain Boulevard ou os jardins de Luxemburgo.
Metrô: St. Michel Notre Dame.

Dia 04:
Montmartre (se tiver com crianças, é possível pegar um elevador.
Próximo ao Montmartre, há o Moulin Rouge e o Montparnasse. 
Metrô: Abbesses.

Dia 05:
Museu do Louvre (Rue de Rivoli). Se tiver tempo, ou amar museu, entre direto para as obras que deseja ver, pois um dia é pouco; o museu é enorme. Metro: Louvre Rivoli / Palais Musée du Louvre.
Museum d'Orsay é mais indicado para quem aprecia as pinturas impressionistas! Metro: Louvre Rivoli / Palais Musée du Louvre.
O museu do Picasso também vale visitar (porém estava em reforma, por isso, antes de ir, tem que verificar se já está reaberto); é possível evitar a fila comprando o ingresso com hora marcada, ou antecipado. Metrô: St. Paul.
Museu Rodin é relativamente pequeno, é aberto, e também merece ser visitado. Metrô: Varenne.
Se só tem um dia, é melhor eleger um museu para visitar!   

Dicas extras:
Horário dos restaurantes franceses (em geral): de 12 às 14:30.
É fácil locomover-se em Paris utilizando o metrô.
Obs: um amigo parisiense aconselhou a não pedir informação na rua, pois os parisienses não gostam de perder tempo com os milhões de estrangeiros que os interrompem em Paris... c'est la vie.  



segunda-feira, 22 de abril de 2013

Paris in 05 days, for beginners

Day 1: 
Eiffel Tower 
If you are visiting Paris for the first time, take a boat (at Champ de Mars/ tower) along Seine River and enjoy the view. 
Metro station: Champ de Mars.

Day 2:
Arc de Triomphe (if you have time, have a great view of Paris from the top) 
Champs Élysées 
Grand Palais
Metro station: Charle-de-Gaulle-Étoile.

Day 3:
Notre Dame Cathedral 
St. Chapelle Church
Ile St. Louis - is a charming island full of restaurants and cafés; it is near to pont des arts (bridge), where lovers put padlocks.  
St. Michel Boulevard or St. Germain Boulevard
Luxemburg Gardens 
Metro station: St. Michel Notre Dame.

Day 4:
Montmartre (If you are carry a baby, you may take the funicular railway). 
Moulin Rouge
Montparnasse
Metro station: Abbesses (it is near to funicular railway).


Day 5:
Louvre Museum (Rue de Rivoli): only go into the Louvre if you have time, it is huge! Metro station: Louvre Rivoli.
Museum d'Orsay (impressionists painting) is also incredible but if you don't have time to enjoy, you have a reason to go back to Paris. 
Picasso Museum is also worth visiting, if you have time. Metro: St. Paul. 
Rodin's Museum is beautiful, much smaller and an open-air museum with a garden and a restaurant; it is more doable in a short period. Metro: Varenne. 


Extratips:
Restaurant time for lunch: from 12 to 14.30. 
You can easily move around Paris by metro

Obs: a Parisian friend advised me NOT to ask information in the streets, because the chances are higher he/she will give you the wrong information... c'est la vie. 







quinta-feira, 18 de abril de 2013

Londres para calouros

Há quem faça uma distinção entre o turista e o viajante, sendo o primeiro um cliché ambulante, enquanto o outro é visto como um desbravador; parece busca de estampa para que os mais experientes distanciem-se do pejorativo senso comum. Se turista ou viajante é a denominação que se intitula não importa, todo mundo (!) embriaga-se com o sabor da primeira vez.

E, nesse sentido, segue abaixo uma proposta para quem vai, pela primeira vez e por um período curto de 3 dias, à Londres. Esse período é suficiente? Provavelmente não, porém, se é desse tempo que você dispõe, aproveite.

(Se você é um maníaco por museu, dirija-se ao penúltimo parágrafos). 

Londres é a capital da cultura, do chá, dos musicais, da música. Se houver tempo, eleja um musical e se delicie; ou planeje a sua viagem de acordo com o que você gosta: museu, teatro, cinemas, chá e livraria, e deixe os pontos turísticos para uma passagem entre os seus lugares eleitos. 

É fácil locomover-se em Londres, desde a saída do aeroporto até quase todos os pontos da cidade: a combinação de metrô (Underground) e ônibus deixa qualquer latino-americano envergonhado dos nossos meios de transporte público. Para usufruir melhor do sistema de transporte londrino, vale a pena comprar o cartão Oyster pré-pago (05 libras) e adicionar crédito conforme for gastando; ele é vendido em qualquer estação do metrô e pode ser devolvido no final da sua viagem, caso não tenha planos de voltar. 

Pontos turísticos, como, London Eye (Waterloo station), Big Ben (Westminster station) e Trafalgar Square, (Charing Cross station) estão próximos. Por isso, é possível visitá-los num só dia.

Buckingham Palace (para ver a troca da guarda localiza-se próximo à estação do metrô St. James Parks Station/Westminster/Victoria Station), Westminster Abbey (para quem gosta de arquitetura) e Piccadilly, onde fica loja de chá Fortnum & Masons, também podem ser visitados numa manhã, devido a sua proximidade; e é possível passear pela London Bridge/ City Hall, Tower of London (Crown Jewels) e os monumentos perto do Lodon Wall, numa tarde. 

Se você quer realmente visitar o museu de cera Madame Toussaud (Baker Street station), prepare-se para uma procissão; fila do lado de fora e dentro do museu; e, é, no geral, lotado.

Há dois mercados famosos pelos preços e ambiente hippie: o de Camden Town (na estação do metro com o  mesmo nome) e o Porto Belo, em Notting Hill. 

Em Golders Green Borough London (Golders Green St. área 3), há uma diversidade de restaurantes: Kosher, Japonês, Turco, intaliano, dentre outros; e em China Town próximo a Piccadilly também.

Quanto à área verde, Regent Park, Hyde Park, St. James Parks, Covent Garden localizam-se próximos das áreas turísticas e, se o dia estiver bonito, vale a pena levar um lanche e almoçar por lá. 

Há vários museus: o British Musem (Tottenham Court Rd. station, perto do Covent Garden), National Gallery (em frente à Trafalgar Square) e Tate Modern são imperdíveis e infinitos; ninguém pode dizer que já os conhece, tendo ido só uma vez, porque tem sempre algo mais a ser observado. 

Antes que eu me esqueça: boa viagem e mind the gap!

***

Link do mapa do metrô de Londres: underground



terça-feira, 12 de março de 2013

O desafio das FAQs


Ao que parece, cada momento da vida traz perguntas frequentes por parte do que fizeram do mundo.

Quando criança, é comum ouvir: de quem você gosta mais do papai ou da mamãe? O que você quer ser quando crescer? Como foi na escola? Quem é seu melhor amigo(a)?  Vai passar de ano? 

Após ouvir essas perguntas seguidamente, e, não ter a menor ideia das respostas, aprendemos a mentir, porque ainda não sabemos mandar os curiosos catarem coquinho. 

Quando adolescente, as perguntas mais ouvidas dizem respeito aos nossos amigos: estuda onde? É filho de quem? O que faz? Vocês estão namorando? E o vestibular? Já decidiu o que vai estudar? É geralmente nessa fase que se percebe como o mundo dos adultos tende a ser previsível.

Sobrevivendo ao turbilhão hormonal com vida, mesmo sem compreender a urgência de chegar ao futuro, na idade considerada jovem-adulta, as perguntas mais comuns giram em torno da possibilidade de ganhar o vil metal: já está estagiando? Vai ser efetivado? Você está pensando no seu futuro?

E, nessa fase, é quase natural que o mundo pareça quadrado; e nosso desafio passa a ser desvendar o mundo como ele é, e, não como essas perguntas o moldaram. 

Portanto, como se vê, FAQs é fox.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Coisas que aprendi com os meus amigos do mundo


Espanha

Interromper a fala um do outro não é falta de educação, é parte do diálogo.

Ingleses
Interromper é uma gafe. Chegar atrasado nem se fala. Porém, pior seria fazer o V formado com o dedo indicador e o médio, de modo que as costas da mão ficassem virada para aquele a quem o gesto fosse dirigido; isso é equivalente a gesticular o dedo médio. 

“Por quê?”

Porque, durante a guerra entre Inglaterra e França, os ingleses eram conhecidos por serem excelentes arqueiros, matando e ferindo os franceses. Por sua vez, os franceses, quando capturavam os ingleses, cortavam os dedos indicador e médio, impedindo-os de manusear os arcos. Diante de um confronto, os ingleses exibiam os dedos, em sinal de V (conforme descrito acima), demonstrando que ainda podiam guerrear. Com o passar dos anos, esse gesto foi absorvido e significa fu_k o_f. 

Por isso, quando for comprar algo (dois ingressos para o teatro, por exemplo), assegure-se de virar para o vendedor a palma da mão!

Japoneses
Que se respeite a pausa entre as falas dos participantes (a pausa dura um pouco mais de um segundo).

Chineses
Arroz é café da manhã. 

Coreanos
Na Coreia (do Sul), o churrasco também é um prato típico.

Nova Zelândia
Kiwi é uma fruta, é um pássaro e é também como se chama o cidadão da NZ.

Austrália
É possível apreciar as quatro estações num só dia (as condições climáticas de Melbourne permitem).

Alemanha
Seja pontual, ou não sei se poderei confiar em você. A confiança é a base. 

Brasil
Gentileza gera gentileza.

Suíça
Nós somos pela qualidade.

Holanda
Van Gogh e tulipas. Liberdade? Liberdade é poder andar de bicicleta tranquilamente numa das cidades mais turísticas do mundo. 

Camboja 
Não importa a loucura do mundo, seguimos. 

Laos
Alegria é um remédio doce. Aprecie devagar. Lao PDR (please don't rush).

Tailândia
Uma boa massagem cura (quase) tudo.

Franceses
Queijo pode ser sobremesa.

Italianos
Veneza é intrigante e nós gostamos de show off! 

Turquia 
Para falar obrigado em turco basta repetir as palavras: tea sugar dream.

Bulgária
Negar com a cabeça quer dizer sim. Assentir com a cabeça quer dizer não. 

Grécia
Ao comer na Grécia, por favor, não quebre o prato. 

Marrocos
O preço é uma abstração.

Americanos (dos Estados Unidos)
O que você faz pode virar um negócio!


Áustria

Klimt aqui. 

Argentina
Apesar de falamos línguas diversas, todos cantamos e dançamos! Então, a bailar.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Eu, tu, ele, nós, vós, eles


Se a frase “Penso, logo existo” for verdade, o que acontece quando danço tango, que nenhum pensamento toma forma, eu não existo? Então, quem  dança?

Quando converso com alguém e não presto atenção, porque estou pensando em outra coisa, sou eu o que pensa no outro mote, ou aquele que aparentemente ouve, porém não está ali?

Quando sonho comigo, quem sou eu? O protagonista, ou o que sonha?

Quando digo “eu não estava em mim quando disse aquilo”, onde eu estava? E quem disse?

E quando converso comigo, qual deles sou?

Por que eu me importo com o que os outros pensam de mim, se de quem eles pensam pode não ser eu, e, sim o que pensou que era eu?

E se quem pensou de mim, que não era eu mas quem eu pensava que era, tampouco era quem era, mas quem queria ser o que pensava? 

E se quem eu sou fosse quem eu sempre quis ser, sem ser o que eu dizia ou pensava que era, podemos dizer que somos um, dentre muitos, ou que somos muitos dentro de cada um?

Cai entre nós, vós e eles, somos todos perceptíveis?