"A Business School da University of New South Wales, localizada em Sydney, na Austrália, está recebendo candidaturas para duas bolsas de MBA da instituição, exclusivas para profissionais e acadêmicos da América Latina.A “AGSM Global Reach Scholarship” cobre todo o valor do curso para estudo em tempo integral. Serão selecionados os candidatos com excelência acadêmica e profissional comprovada.Se a oportunidade for de interesse para pesquisadores e profissionais da sua instituição, ficaríamos agradecidos se puder encaminhar esta mensagem. Este email tem caráter informativo e a universidade não possui parcerias com a Embaixada do Brasil.Mais informações podem ser obtidas no site https://www.business.unsw.edu.au/agsm/scholarships-prizes e pelo emailadmissions@agsm.edu.au."
terça-feira, 28 de julho de 2015
Oportunidade de bolsas de estudo na Austrália
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Oportunidade de trabalho na Embaixada e Consulado Britânico
Para averiguar as oportunidades, clique aqui .
quarta-feira, 13 de maio de 2015
quinta-feira, 26 de março de 2015
10 hábitos que abandonei ao morar fora
1) chegar atrasada;
2) inventar desculpas, seja para o atraso ou qualquer outro assunto para o qual eu tenha assumido um compromisso;
3) interromper as pessoas numa conversa;
4) fazer rodeios, ou enfeitar uma mensagem, por não querer assumir determinado compromisso;
5) levar comentários ou discussões para o lado pessoal;
6) emitir uma opinião sobre um assunto, que eu não entenda;
7) achar que as pessoas têm que ser simpáticas;
8) pedalar bicicleta na contramão e achar que estou certa;
9) buzinar para as pessoas, que cometem erros no trânsito;
10) ignorar o sinal de trânsito amarelo e, às vezes, até o vermelho...
2) inventar desculpas, seja para o atraso ou qualquer outro assunto para o qual eu tenha assumido um compromisso;
3) interromper as pessoas numa conversa;
4) fazer rodeios, ou enfeitar uma mensagem, por não querer assumir determinado compromisso;
5) levar comentários ou discussões para o lado pessoal;
6) emitir uma opinião sobre um assunto, que eu não entenda;
7) achar que as pessoas têm que ser simpáticas;
8) pedalar bicicleta na contramão e achar que estou certa;
9) buzinar para as pessoas, que cometem erros no trânsito;
10) ignorar o sinal de trânsito amarelo e, às vezes, até o vermelho...
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Elas por elas
Durante os primeiros dias seguintes à mudança para a casa nova, ele quase não reconheceu a esposa; não fosse a sua aparência física, ele diria tratar-se de outra mulher.
A tal esposa comportava-se como se estivesse num labirinto cheio de fantasmas, perseguindo com palavras não só os vivos e os mortos, mas também os carros, a tecnologia e a falta que fazia numa casa grande e em obras.
O marido desconfiou que a extensão da obra para a maioria dos cômodos da casa havia alterado bastante a rotina do casal. Em contra-ponto, ele se recordava que a própria esposa havia proposto a mudança para nova casa ainda em obra. Por isso, estava convencido de que a obra isoladamente não poderia ter causado essa desconfortável transformação na esposa.
Num momento de conversa íntima, ela admitiu, nas entre linhas, que não estava habitando em si completamente e suspeitava que o motivo era o fato de os seus personagens terem se perdido junto com “a verdadeira”, com os seus cadernos e livros, nas caixas da mudança ainda fechadas. Ela “de verdade” era a única que conseguia acordar de madrugada para escrever e afagar a comunidade mental. E enquanto “a autêntica” não se reunisse com todo o grupo, a bruxa continuaria solta.
Por sorte, o marido a conhecia bem e essas conversas de “múltiplas” não o assustavam nem ensejavam razão para visitas médicas. O marido confessava a si mesmo o fascínio que tinha pela diversidade da sua mulher. Foi num momento desses de solilóquio involuntário que ele se lembrou de um episódio de a macaca, sobre a qual a esposa estava escrevendo, ter se apoderado da personalidade dela, quando os seus cadernos foram levados, por engano, numa troca de malas, no aeroporto. Nos dois dias subsequentes até a chegada dos cadernos, ela, ou melhor, a macaca passava horas caminhando nas áreas verdes próximas disponíveis e comendo bananas.
Ao perceber a semelhança entre os episódios, naquele dia mesmo, ele decidiu convidá-la para fazer um lanche e conversar sobre como resolver a situação. O convite de saírem para comer foi aceito, mas não o de discutir o assunto, que só os deuses poderiam resolver, num passe de mágica, segundo a mulher.
Antes de saírem de casa, ele observou que ela trazia uma vassoura consigo, e, não houve nada que a demovesse da ideia de transportá-la até o recinto. Ele julgou melhor não discutir, pois ninguém seria impedido de entrar num estabelecimento por conta disso.
Na padaria, enquanto o esposo comprava os pães, a suposta esposa olhava as paredes, sentada a uma mesa do outro lado do ambiente, esperando que o marido voltasse com a merenda. No caminho até a mesa, ele percebeu que a mulher forjava um riso. Não era o seu sorriso natural; era tão forçado, que para fazê-lo, ela puxava com os próprios dedos indicadores os extremos da boca, em direção às orelhas.
O marido caminhou até a mesa com naturalidade, pois antes um sorriso falso a um verdadeiro mau humor, e, ao chegar à mesa, sentou-se tranquilo.
De ímpeto e repetidamente, ela elogiava a beleza do mundo, a tecnologia e a ausência dela, e, ao próprio marido verbalizava o pedido de perdão por ter estado fora do eixo. O entusiasmo era tanto, que ele não se conteve mais e comentou:
“Que bom que está melhor. Você tinha dito que o motivo da angustia era a falta dos cadernos e do exercício da escrita na alvorada. Você não achou os cadernos ainda nem voltou a escrever. Posso saber o que houve?”
“Acabei de receber um recado do cosmo.”
“É mesmo?”, perguntou ele sem se surpreender, àquela altura, com uma resposta de cunho esotérico. “E você poderia compartilhar?”, perguntou-lhe.
“Veja com os seus próprios olhos.” Disse a sua cúmplice, apontando com a vassoura a parede da padaria, na qual exibia a seguinte mensagem: “Aja como se o que você cria fizesse uma diferença, porque faz.”
A mulher voltou a escrever na madrugada e, desde então, eu não mais retornei para atormentá-la.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
A gata triste
Na rua, enquanto caminha, Saturnino chama atenção pela sua aparência física. Cabelos castanhos, rosto comprido, nariz aquilino, estrutura corporal forte e larga. Ele não gosta de falar sobre si mesmo, e, ao ser perguntado sobre qualquer assunto, responde a primeira coisa que lhe venha à cabeça. Parece não se ouvir. Em dias difíceis, ele não teme denunciar o culpado.
Sexta-feira, ao adentrar à casa do seu irmão, Saturnino exibia um semblante enfadonho e trazia consigo uma caixa contendo uma gatinha. Naturalmente aquele semblante ensejou a pergunta sobre o que havia acontecido, e, Saturnino não titubeou em responder bruscamente que o seu desejo era ter enviado a gata ao veterinário para eutanásia, e, em seguida, jogá-la num valão qualquer; ele não disse uma palavra sobre o que havia transformado a ternura que tinha pelo animal em aversão, embora tenha garantido que, depois de cinco anos, a gata havia traído a sua confiança, e que não a queria mais.
Deixou a gatinha na casa do irmão e saiu sem saudá-los carinhosamente. O irmão não se surpreendeu, segurou a gatinha, e, olhando-a nos olhos, segredou: “não se preocupe, segunda-feira ele volta pra te buscar.”
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Bêerreó-bró
É a denominação, no dialeto piauiense, para os meses mais quentes: setembró, outubró, novembró e dezembró.
Durante esses meses, os transeuntes andam frequentemente acompanhados por uma sombrinha.
Quando os locais deixam, acidentalmente, tal artefato em casa, a disputa por um lugar à sombra chega a ser hilariante.
Ao entrar no ônibus, o passageiro busca o lado não castigado pelo sol. Ao longo da jornada, isso varia e se houver oportunidade, o usuário não hesita em brincar de dança das cadeiras.
Na espera para atravessar a rua, a sombra do poste também passa a ser concorrida e tem sempre um pedestre à espreita daquele, que deixe o posto.
O Bêerreó-bró é quase inimaginável a quem não o vivenciou. Quem lá viveu, garante que, no Bró, frita-se milho de pipoca com areia quente.
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