segunda-feira, 30 de julho de 2012

THE BRITISH COUNCIL SEEKS PROJECT MANAGERSTHE BRITISH COUNCIL SEEKS PROJECT MANAGERS

Anúncio do site do British Council
 
"The British Council in Brazil is looking to recruit project managers in the areas of Arts and Higher Education." Posts below:
Project Manager Arts
  • 2 posts based in Rio de Janeiro
  • 1 post based in Sao Paulo
Deadline for applications 05/08/2012


Project Manager Higher Education

  • 1 post for São Paulo
Deadline for applications 31/07/2012

All posts are fixed-term positions for 12 (twelve) months, renewable for equal period.


The role profiles, application forms and other relevant recruitment information is available on our website at www.britishcouncil.org.br.

If any of these posts are of your interest, we encourage you to apply or to pass on the information to professionals who might be interested.

terça-feira, 3 de julho de 2012

British Council / Job Opportunities/ July 8th 2012

Anúncio do site do British Council

"We are looking for motivated individuals to join our São Paulo office in the following positions:

Customer Services Assistant 
Salary: R$3.089,00 plus benefits
Click here to know more about this position and how to apply.

Exams Manager
Salary: R$6.061,65 plus benefits
Click here to know more about this position and how to apply."

Good luck! Boa sorte!


segunda-feira, 2 de abril de 2012

O não-mundo

O preço da paixão, do desejo, da escolha, da liberdade, é equivalente ao preço de ser o que se é. 

E costuma ser caro. 

De acordo com o mundo, começamos bem quando seguimos as regras, facilitamos o controle social, compartilhamos o que a sociedade oferece como melhores oportunidades, somos aceitos e integrados. 

Isso nos garante uma identidade. É um preço que se paga para ser parte do todo reverenciado pela sociedade. Somos os fulanos que se deram bem e têm bom senso. 

Não sabemos se por um desejo nosso, ou de todo mundo, começamos a ter as coisas, títulos e documentos, como sinônimos de satisfação. 

De alguma maneira, o grupo ensina os caminhos burocráticos para a obtenção dos objetos e benefícios. 

Afinal, depois de tanta adequação, nós podemos. 

E merecemos o melhor. O preço é alto. Mas todos dizem que compensa. 

Adquirir torna-se um prazer; ou, às vezes, um poder. 


"Veja como sou importante."

Afinal, depois de tanto esforço, merecemos o mais raro. 

O preço é alto. Mas podemos. 

"Só falta mais uma coisa pra eu me estabilizar."

E o ciclo recomeça. E nós podemos bancá-lo. 

E ele forja um sentido. 

Muitas coisas pra fazer. E isso só eu faço.

Podemos. 

Ter. 


Fazer.


Impressionar.

Há quem nos diga que estamos prósperos. Somos reconhecidos cada vez mais. Somos Os fulanos. 

No entanto, não sabemos se por um desejo nosso, ou do conjunto, nada parece bom o suficiente. 

A casa, o amor, o salário, a segurança, a vida... 

Como se houvesse lá no fundo uma vontade de sofrer. Para combater, o grupo oferece serviços diferenciados, que dão segurança e garantem a plenitude. 

Nós podemos. E merecemos o melhor. Conseguiremos mais coisas para nos preocupar. 

E ainda assim há um espaço enorme. Tão imenso que nele caberia o universo, com sobras. 

Um campo fértil. Porém minado de incertezas. Sem regras claras. E que exige muito suor. E, às vezes, lágrimas. 

“Como preenchemos aquela imensidão?” 

“Destrave, esvazie e crie.” 

“Vamos ficar só e sem ar?” 

Todos vão dizer que perdemos e que somos infantis. 

Bem-vindo ao não-mundo.

Não buscaremos grandes coisas, nem seremos aplaudidos. 


E essa ilusão não fará falta.


Estando leve poderemos flutuar, estando no vácuo, poderemos mergulhar. Vamos saborear o que não foi provado nem comprovado. 

Depois há que se deparar com a solidão, a inércia e a imobilidade. 

Vamos enlouquecer, diferente. 

Ciclos, circuitos, repetições, mergulho no mar de vento, porém com olhar de criança. 

Vamos redescobrir os outros mundos. 

Tudo vai ter o mesmo título. 

Ser. 

A paixão, o desejo, a escolha, a liberdade de estar onde se quer é equivalente ao preço de ser o que se é. 

E costuma ser caro. 

E não haverá nenhuma necessidade de aceitação, título, reconhecimento, ou equivalentes, porém uma conexão tênue com o infinito presente de todas as coisas.

Tens coragem?

quarta-feira, 21 de março de 2012

Contradição angustiante

Digo e não faço, e me lamento.


Amanhã eu começo... e amanhã nunca chega.


Rascunho de cá e de lá, e não compreendo os rabiscos do dia anterior. 


Mais um dia se passa sem qualquer alteração visível na página. Os amigos próximos questionam:


"Desistiu?"


Mal sabem eles que de vez em quando tudo não é como de costume.

quinta-feira, 15 de março de 2012

O sonho do viajante


É natural para o viajante entregar-se à cada situação como ela se apresenta. 

Ele se adapta ao mundo, e ele também adapta o mundo; é destemido; ele observa, e ele vibra. 

Ele é a própria vida.

Por mais emaranhado que seja o caminho, por mais que haja filas, burocracias, esperas, desencontros, desacertos, ele segue a passos tranquilos. Porém se for preciso, ele acelera, ele dança, e ele alcança, mesmo sem saber os riscos que corre, se é que eles ocorrem.

O viajante é o herói das suas histórias, sempre disposto e atencioso aos sinais dos tempos.

No entanto, o sonho do viajante é manter esse vigor no seu retorno à casa.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Passado morto e enterrado


A Austrália está entre os países mais diversos do mundo, tanto sob o ponto de vista da geografia, que abrange desde regiões desérticas até montanhas geladas, bem como, quanto ao povo, que hoje abraça gente de todos os cantos do planeta.

No entanto, nem sempre foi esse mar de diversidade cultural. Durante os anos de 1890 até 1970, a política migratória australiana só aceitava europeus. Essa política ficou conhecida como White Australia Policy.

Apesar do ingresso, ao longo desse período, de inúmeros asiáticos no continente para trabalhar e estudar, esses não tinham o direito de migrar.

A regra era clara: only Europeans.

Aos poucos, já nos idos de 1950, a população australiana uniu-se aos estrangeiros, dentre refugiados, estudantes e trabalhadores, para desafiar o governo e forçar o fim de tal política.

A partir daí, as primeiras mudanças começaram a ser introduzidas na política migratória, porém de forma bastante econômica. 

Talvez por isso os duelos entre os protestos, de um lado, e a resistência governamental, do outro, tenham durado até os anos setenta, quando o governo  foi levado, pela vontade dos seus cidadãos, a apostar no multi-culturalismo como uma plataforma para o desenvolvimento da Austrália.

E desde então, nunca mais se olhou pra trás.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Cena de filme


Honey, bring Senna, - a senhora pediu ao marido, após ouvir que éramos brasileiros; em seguida, ela se permitiu chorar feito uma criança.

Estávamos num acampamento próximo à cidade de Parkes, onde, mais tarde,  visitamos o telescópio, que foi usado na transmissão de dados na operação Apollo 11, e que ficou conhecido pelo filme "The dish" (o prato). Parkes é uma daquelas cidades que ficou famosa pelo "prato" do filme, e usou isso como fonte de recurso turístico; é uma espécie de cidade Pisa da Austrália. Todos que passam por lá querem tirar uma foto com o "astro" cinematográfico. 

Ao andarmos pela cidade, antes de localizarmos "o prato", fomos surpreendidos com moradores vestidos de Elvis Presley e cantando como tal. Por coincidência, chegamos à cidade no final de semana do Elvis festival. A cada esquina, um aussie Elvis. 

No entanto, enquanto estávamos naquele acampamento, não sabíamos desse festival; e durante a nossa alvorada, só pensávamos no Senna e naquele choro. 

Alguns minutos depois do desconforto emocional, a senhora se recompôs, e já preparava o nosso café, motivo pelo qual estávamos ali. Ela tinha uma van, na qual vendia café por onde viajava.

Here they are: a cappuccino and a short black. 

Tomamos o café ao som ensurdecedor dos nossos olhares, que não paravam de nos perguntar: 

- o que será que ela quis dizer com "bring Senna"? E o choro?

Como se soubesse o que nos mantinha àquela mesa além do café, ela nos revelou que o Senna havia dado ao filho dela o uniforme da corrida quando competiu na Austrália. Quando ela terminou de contar o motivo da emoção, sorriu e nos agradeceu por estarmos tomando café com ela, e nos ofereceu salgados, bolos... eu já estava satisfeita e com vergonha da minha gula.

Look Senna! - ela disse, apontando para o marido que trazia, com certa dificuldade, devido ao peso, um pôster do Senna de 1,20 m de altura e 0,60 de largura, com vidro e moldura, e complementou:

He travels with us.

Pelo que observamos, Parkes e seus habitantes dedicam-se às estrelas.