terça-feira, 29 de agosto de 2017

Gravidez aos 40: transformação

10 de maio de 2015
26 semanas 
É impressionante como a natureza é capaz de algo extraordinário. Ao me alimentar, um ser humano cresce dentro de mim, e os órgãos cedem espaço, para que o novo ser sinta-se aconchegado. 
Observando como as mudanças hormonais orquestram harmoniosamente a mudança corporal, eu me pergunto se os hormônios também não poderiam fazer uma pintura agradável com os meus pensamentos, remodelando-os, deixando-os belos, quem sabe! 
Será que há uma conexão entre os pensamentos e a energia do mundo? Será que há uma conexão entre os pensamentos negativos e a poluição? 
A cada pensamento negativo, eu me proponho a anotar, pelo menos, dois positivos. Preciso limpar a minha barra com o planeta, por se acaso essa conexão existir de verdade.
A esse respeito, em conversa com uma amiga, perguntei se ela achava que havia alguma forma de diminuir a poluição do planeta, começando pelos pensamentos. Ela disse que podemos fazer uma boa limpeza com a água.
- Você está bebendo bastante água? Bastante água mesmo? - perguntou essa amiga, atriz, intérprete, apneísta, estudiosa e amante da água. 
- A água nos limpa, acalma nossos corações, a nossa alma e até os nossos pensamentos. Também para amamentar, você precisa beber bastante água. O leite materno é água divina. Você sabe, somos feitos de água - ela continuou discorrendo sobre um trabalho que fez a respeito da água, trazendo as analogias e citações do estudioso Haeckel: “a vida das espécies surge no mar e a vida humana começa no mar interno do ventre da mãe”. 
Ela discorreu que “durante as primeiras semanas de gestação, vemos nos pés e nas mãos do bebê as membranas interdigitais, que lembram as nadadeiras dos peixes, e, que logo depois, recordam as patas dos anfíbios. Com cinco semanas de desenvolvimento, o feto tem um rabo. Esse rabo desaparece quase totalmente no quarto mês de gestação, deixando seu rastro entre a terceira e quinta vértebra do cóccix.” 
Ela falou dos “arcos branquiais, uma estrutura que era comum a todos os vertebrados, e, que o embrião humano possui fissuras no início de seu desenvolvimento, que ficam acima do coração.” 
Esclareceu que “entre o terceiro e o sexto mês, o feto fica completamente coberto por pêlos chamados de lanugem e que o estudioso Haeckel associa esses pêlos ao passado símio do ser humano. E, por fim, disse que segundo Haeckel, a genética prova que o ser humano é uma imagem reduzida do mundo.” 

Fiquei tão fascinada com o que ela dizia que anotei no meu caderno. Recentemente, tudo me parece poético. 

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